Novo livro da Dedo de Prosa

21 - set /2011

 

 

Literatura juvenil

 Maria Lúcia Dal Farra escreve sobre livros de Gil Veloso: Travessuras: histórias para anjos e marmanjos (Opera Prima) e A pedra encantada (Dedo de Prosa). Clique aqui e confira.

 

O menino arteiro

Gil Veloso     artes Guto Lacaz

 

De artista e louco quem não tem um pouco?

Este menino tem um pouco e muito mais...

O danado já nasceu pronto, pronto pra aprontar!

Ele é arteiro o tempo inteiro, até dormindo; do forno do seu sono saem sonhos medonhos e risonhos tipo este que acabou de sonhar:

 

"Sonhei que ficava careca.

Chorei, ninguém teve dó!

Quando acordei eu usava a peruca da vovó."

 

O que será deste menino quando crescer?

 

Haicai - Rosa Haruco Tane

 
Verso inverso
palavras brinca o menino
livro travesso
 
 
Palavras fascínio
arte arteira brincadeira
divertido trocadilho

 

Gil Veloso é paranaense e desde os anos 80 vive em São Paulo. Por dez anos foi assistente do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, de quem editou o livro Pequenas Epifanias. Trabalhou com João Silvério Trevisan e, mais recentemente, com Lygia Fagundes Telles. Publicou Fábulas Farsas - contos, 2009, e Travessuras, histórias para anjos e marmanjos, 2010, pela Opera Prima, ambos premiados pelo PROAC - Projeto de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo – Concurso de Apoio a Projetos de Publicação de Livros. Fábulas Farsas foi selecionado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil para o catálogo Brasileiro Juvenil da Feira de Bolonha - 2010. A pedra encantada e O menino arteiro foram publicados pela editora Dedo de Prosa.

 

Confira essa divertida entrevista: http://editoradedodeprosa.com.br/?q=content/blog-editora/bia-entrevista-gil-veloso  

 

 Guto Lacaz, artista multimídia, desenhista, ilustrador, designer, cenógrafo e editor de arte de revistas. Sua produção transita entre design gráfico, criação com objetos do cotidiano e exploração das possibilidades tecnológicas na arte, sempre tratada com humor e ironia. O artista mostra-se extremamente coerente com a variedade de lugares e situações onde apresenta seus trabalhos: de galerias e museus a teatros, espaços públicos e televisão.

Em suas obras e performances, Guto manipula diversos objetos e apresenta-se como uma mescla de artista-ator, inventor e mágico. Em suas instalações, transforma radical e poeticamente as funções dos objetos do dia-a-dia, chegando a tangenciar o insólito.

 

http://www.macvirtual.usp.br/mac/arquivo/noticia/GutoLacaz/GutoLacaz.asp, 13/06/2011.

 

Trata-se basicamente de um artista plástico que, às vezes, cruza os terrenos da ciência e da tecnologia, sobretudo quando constrói as suas máquinas e aparelhos paradoxais ou absurdos.

A tese que parece sustentar o seu trabalho é a de que a arte independe de qualquer teleologia; ela é o que é, esse enigma inesgotável, entre outras coisas porque lhe faltam finalidades. Ao fluxo quantitativo das mensagens utilitárias e confortantes que trafegam diariamente nos canais majoritários da mídia, a arte responde com a incerteza, a indeterminação e, acima de tudo, com um humor que corrói tudo.

 

http://www.cibercultura.org.br/tikiwiki/tiki-index.php?page=Guto%20Lacaz, 13/06/2011.

 

 Comentário sobre o livro O menino arteiro no blog Glamura.

http://glamurama.uol.com.br/Materia_escultura-83990.aspx