Mais aula não resolve

24 - out /2011

Está todo o mundo tonto. Esse negócio de educação deficiente deu pano para todas as mangas. No redemoinho dos perdidos, o simplismo é ‘afundante’. (...) Todos fazem estudos que demonstram que professores melhores e mais tempo em sala de aula dão resultado melhor. Como a questão de professores melhores é subjetiva, de uma “ululância” vexante, e que leva tempo (uma ou duas décadas) para se consertar, parte-se para o segundo item. Assim, começa a grita pela escola integral e por mais tempo na sala de aula. Como se torturar a meninada com mais horas monótonas e mal pensadas fosse resultar em aprendizado duradouro. Que bobagem!  Gilberto Dimenstein falou de uma escola na Califórnia, a Summit, que concede aos alunos dois meses, além das férias, para que escapem do tal do currículo. Com isso, essa escola pública é muito superior – em notas – às daquelas que aumentaram a jornada. Claro. No mundo que está por vir, com currículos baseados na web e abolição gradual do sistema conteudista, acrescentar horas de aula é quase um ato criminoso.

'Se está ruim assim, vamos dobrar o mal e ver se melhora’. Ricardo Semler Folha de São Paulo  24/10/2011   

 

Apenas um toque: os termos grifados deveriam ser substituídos por sistema educacional/escola. Gilberto Dimenstein escreve sobre escolas inovadoras.  

 

 

Educação e crescimento econômico

A EDUCAÇÃO é amplamente reconhecida como um dos principais determinantes do crescimento econômico. Dentre as várias explicações, a mais importante foi a que estabeleceu o papel crucial da qualidade da educação. Estudos comprovam que a qualidade da educação influi mais no desempenho do país que acesso à escola.  O nível de aprendizagem dos alunos, medido pelo seu desempenho em testes padronizados de matemática e ciências, tem um grande impacto no crescimento econômico. Além disso, a qualidade da Educação tem um efeito muito maior no desempenho econômico do que medidas de quantidade, como taxas de matrícula e número de anos de estudo da população. (...) apesar dos progressos em indicadores de quantidade, a qualidade da educação nos países da América Latina ainda é muito baixa. O desafio para esses países será complementar o acesso à escola com políticas que assegurem um nível elevado de qualidade da educação. Disso dependerão suas perspectivas de crescimento econômico sustentado.  Fernando Veloso – Folha de São Paulo – 17/10/2011